AVALIAÇÃO DO USO DE UM REATOR UASB SEGUIDO POR CIRCULAÇÃO INTERNA NO TRATAMENTO DE EFLUENTES DE UMA INDÚSTRIA DO RAMO ALIMENTÍCIO: CAPACIDADE DE DIMINUIÇÃO NA GERAÇÃO DE LODO E USO DE SODA CÁUSTICA

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Ângela de Paula Vieira dos Santos
Ricardo da Silva Manca

Resumo

A necessidade da indústria em se responsabilizar pelo tratamento dos seus efluentes gerados, em função de uma maior conscientização ambiental, aspectos legais e sociais perante o mercado competitivo, ampliou o foco sobre as questões ambientais inerentes à indústria. Assim, o tratamento de efluentes industriais tornou-se uma obrigação para as indústrias geradoras, sendo premissa básica para aquelas que buscam alcançar certificações de qualidade ambiental dos seus processos.  A Estação de Tratamento de Efluentes (ETE), que iremos abordar é composta por um sistema combinado de reatores anaeróbicos e aeróbicos. A reação anaeróbia é a primeira etapa do tratamento e é realizada em dois reatores: UASB (Upflow Anaerobic Sludge Blanket e IC (Internal Circulation). Um efeito colateral causado pelo envio de águas residuais brutas diretamente para o tratamento aeróbio é a geração de odor. Esta situação representa um risco de reclamações ao Órgão Ambiental principalmente se a localização da indústria se der próximo à comunidade. Por conta desse risco, opta-se por cancelar essa operação e tratar 100% do efluente nos reatores anaeróbicos antes do tratamento aeróbio; no entanto a fim de lidar com a totalidade do efluente gerado, há dias em que os reatores anaeróbios trabalham acima de suas capacidades. Uma oportunidade para resolver este problema seria a instalação de um novo reator IC, o que permitiria à estação lidar com os picos de geração de efluentes e, assim, aumentar a eficiência anaeróbia. Como resultado desta melhoria, o lodo anaeróbio extra pode ser vendido e os custos relacionados com a disposição do lodo aeróbio serão diminuídos. Além disso, existe uma correlação entre o consumo de soda cáustica e o fluxo de recirculação anaeróbia durante o funcionamento como estabilizador natural de pH devido ao seu efeito tampão intrínseco.

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Artigos